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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Pensamentos no Papel | Grandes Génios mas Doentes Mentais



Hoje, para estrear esta rubrica, trago-vos um tema que talvez alguns desconheçam, mas que me intriga imenso. Grande parte dos maiores génios de todos os tempos tinham problemas mentais. E a maioria teve um fim trágico, acabando por se suicidar...
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Vincent Van Gogh
(com a orelha cortada)
A questão é: como é que mentes tão brilhantes, não conseguem resistir ao infeliz fim de se aniquilarem? Como é que tão inteligentes pessoas são tão incapazes de viver enquanto seres humanos?
Reparem aqui em alguns exemplos que vos dou.

Vincent Van Gogh
Um dos maiores pintores de todos os tempos. No entanto, para a época em que viveu era considerado um falhado porque não constituiu família, não mantinha relacionamentos (amizades) e mal conseguia dinheiro para subsistir. Foi-lhe diagnosticado perturbações epilépticas, tinha alucinações, e era daltónico. Não suportava a sua própria existência e acabou por cortar uma orelha. Um ano e meio depois, suicidou-se aos 37 anos de idade.

Edgar Allan Poe
Edgar Allan Poe
Um dos maiores escritores de histórias de terror e Short Stories de todos os tempos. Alcoólico, Poe era bastante interessado por psicologia e já tinha descrito em algumas cartas os seus pensamentos suicidas. Na minha opinião, só o facto de um homem se dedicar toda a sua vida a escrever unica e exclusivamente histórias de terror já demonstra alguma perturbação... mas ao que parece também lhe foi diagnosticado um transtorno bipolar. Quanto à sua morte, está envolta num nevoeiro de mistérios e incertezas. É facto que faleceu no dia 7 outubro 1849. Quantro dias antes, Poe houvera sido encontrado nas ruas de Baltimore, Maryland, delirante e a necessitar de ajuda urgente. Foi levado para o hospital onde morreu após 4 dias. Durante esses dias nunca se encontrou com lucidez para contar o que realmente tinha acontecido. As teorias são várias: suicídio, assassinato, cólera, raiva, sífilis, ou capturado por agentes eleitorais que o teriam obrigado a beber para que este votasse... e abandonaram-no à sua sorte... mas como vêm, suicídio continua entre as opções.
Ernest Hemingway

Ernest Hemingway
Escritor de renome, ganhou o Prémio Nobel da Literatura em 1954. O escritor teve uma vida atribulada. Participou na I Guerra Mundial como condutor de ambulâncias em Itália, onde foi atingido por uma bomba e obrigado a retornar aos EUA. Mais tarde tornou-se correspondente de guerra durante a Guerra Civil Espanhola. Casou quatro vezes. Foi amigo de Fidel Castro... Ao longo da sua vida Henmingway teve várias depressões e a sua saúde mental foi-se degradando devido ao uso excessivo de medicamentos, bebedeiras, e uma terapia baseada em choques elétricos, que lhe causou perdas de memória. Tal como o seu pai, o seu irmão, e a sua irmã, Ernest suicida-se (já doente) com um tiro na cabeça aos 62 anos de idade.

Ludwing Van Beethoven
Ludwig Van Beethoven
O famoso compositor tinha transtorno bipolar, de acordo com autores. Quando jovem, sofreu muito com o pai - que o agredia fisicamente e o pressionava a estudar música. As surras constantes contribuíram para que ele perdesse a audição. Beethoven tinha períodos de grande excitação e energia, seguidos de momentos de extrema depressão. Para se ver livre das crises, usava drogas e álcool. Morreu em 1827, doente. No seu funeral compareceram cerca de 20.000 pessoas. Em 1862 o seu corpo foi exumado e entre as diversas causas prováveis estão: cirrose alcoólica, sífilis, hepatite infecciosa, envenenamento, sarcoidose, doença de Whipple ou envenenamento devido a doses excessivas de chumbo à base de tratamentos administrados sob as instruções do seu médico.

E como estes há tantos mais... Ficariam admirados com os números, com os nomes que foram surgindo à medida que fazia esta pesquisa. Einstein, Newton, Mozart, Fernando Pessoa, ... e tantos outros. É absolutamente incrível como a mente humana funciona. E como pessoas tão geniais são incapazes de lidar com a coisa mais natural de sempre... VIVER
Já alguma vez tinham pensado nisto?
Margarida

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Pensamentos no Papel | Pessoas


Diariamente cruzamo-nos com centenas de pessoas. Desconhecidos. Passamos por eles e nem notamos. No autocarro, na escola, na rua, naquela festa, no centro comercial, no hospital, no café, na natação, no clube... na vida. Muitas vezes nem notamos. E imaginar que é, muito provavelmente a primeira e última vez que nos cruzamos com aquela pessoa. Aquele rapaz extremamente giro, aquela idosa que arrastava os pés, aquela mulher atarefada que chocou contra mim... E pensar que daqui a uns anos me poderei cruzar com eles novamente e nem saber, nem notar, nem me lembrar. Porque a vida continua e nem notamos.
Margarida

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Pensamentos no Papel | Vida


Tradução: Isto é a tua vida. Faz o que amas, e fá-lo regularmente. Se não gostas de algo, muda-o.  Se não gostas do teu emprego, despede-te. Se não tens tempo suficiente, pára de ver TV. Se estás à procura do amor da tua vida, pára; ele vai estar à tua espera quando tu começares a fazer coisas que amas. Pára de analisar demais, todas as emoções são lindas. A vida é simples. Quando comes, aprecia cada última dentada. Abre a tua mente, braços, e coração para as novas coisas e pessoas, nós estamos unidos pelas nossas diferenças. Pergunta à próxima pessoa que vires qual é a sua paixão, e partilha com ela os teus sonhos inspiradores. Viaja com frequência; perderes-te vai ajudar-te a encontrares-te a ti mesmo. Algumas oportunidades apenas surgem um vez, aproveita-as. A vida é sobre as pessoas que conheces, e as coisas que crias com elas, por isso vai lá para fora e começa a criar. A vida é curta. Vive o teu sonho e veste a tua paixão.

Há uns dias achei isto algures por aí. No momento apenas a enviei a uma amiga, mas depois de a ler com mais atenção apercebi-me do quanto a sua mensagem é importante. Acho que é mesmo importante, e faz sentido, porque apesar de tudo o que dizem, é que atualmente a maior parte das pessoas tem um trabalho que não gosta, faz coisas só para ocupar o tempo, mas aquilo que realmente quer fazer nunca chega a ser concretizado. Na minha opinião é um grande defeito do povo português em geral. Conformamo-nos com as situações, o que por vezes é bom, mas atualmente tem sido demasiado. Toda agente quer mudar tudo, mas ficam sempre todos à espera que sejam os outros a mudar. Hoje estou revoltada, não liguem.
Beijos,
Margarida