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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Sentimentos no Papel | Sonhos


E esta paixão não adormece, não foge. Ai... tanto que eu queria que ela morresse, mas ela não morre e vai-se alimentando de mim. Consome-me, desgasta-me, cansa-me! E à noite já cansada, já com as lágrimas nos olhos pelo sentimento que tenho e te nego, deito-me. Deito-me e adormeço na esperança de descansar e recarregar forças para o dia seguinte, mas nem aí abandonas o meu pensamento. À noite sonho contigo. Sonho com uma intensidade que nunca antes sonhei. E sonho que as coisas são simples. Sonho que admito aquilo que sinto. Sonho que descomplico as coisas e aceito a "realidade". Sonho que deixas de fazer perguntas. Sonho que te abraço. Sonho que me beijas. Sonho... E depois acordo, com a sensação de que foi um pesadelo e choro. Choro. Choro porque nunca me senti assim. Choro porque não queria este sentimento no meu peito. Choro porque sei que se eu quisesse, tu querias também. Choro porque sei que se eu quisesse era feliz. Choro porque sei... choro porque sinto... choro porque não quero... choro. Desculpa...
Margarida

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Sentimentos no Papel | Desculpa


E enquanto olhava a chuva lá fora pela janela do meu quarto desejei nunca te ter conhecido. Desejei nunca me ter apaixonado, desejei nunca me ter magoado, desejei nunca me teres magoado.
Sei que estás cansado dos sms sem resposta, das chamadas que não atendo, das perguntas sem resposta... desculpa, é o que te digo de todas as vezes.
Desculpa-me por me ter apaixonado, desculpa por te ter iludido, desculpa por te dar esperanças, desculpa por eu não ser quem tu pensas, desculpa por fugir, desculpa por não te dar as respostas que mereces, desculpa por te magoar, mas acima de tudo, desculpa-me por a única coisa que consigo dizer-te é desculpa, sem uma razão, sem uma resposta.
Desculpa-me por nem coragem ter para admitir que me apaixonei, e que foi por ti.
Margarida

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Sentimentos no Papel | Não foi fácil, mas valeu a pena


E assim chega mais um mês. Metade do ano já passou, e sabem que mais? Tem valido a pena. Se foi fácil? Não, não foi nada fácil.
Não foi fácil começar o ano chateada com o Diogo, não foi nada fácil continuar a negar o meu sentimento por ele, vê-lo ter uma namorada, vê-lo acabar tudo com ela por causa de mim, não foi fácil continuar a mentir-lhe,
Não foi fácil aguentar todas as tentativas de me rebaixarem na escola, não foi fácil ouvir e engolir, não foi fácil controlar a raiva e não lhes bater em alguns momentos, não foi fácil saber que me gozavam e simplesmente tentar ignorar.
Não foi fácil ver as minhas notas descer, não foi fácil ter uma média inferior a 4, não foi fácil receber a minha primeira negativa, não foi fácil ver os contornos que as coisas tomaram.
Não foi fácil perceber que fumei alguns cigarros, não foi fácil perceber que me andava a baldar a algumas aulas, não foi fácil perceber que iam gozar ainda mais comigo, não foi fácil perceber que talvez me estivesse a destruir.
Não foi fácil admitir que precisava de ajuda, não foi fácil admitir que passei os últimos anos a esconder-me atrás de uma muralha indestrutível que não existia, não foi fácil ir à psicóloga na véspera de fazer 15 anos, não foi fácil ver que não tinha o apoio dos meus pais para lhes fazer frente, não foi fácil admitir que essa era uma batalha perdida.
Não foi fácil ver a minha madrinha voar para longe, não foi fácil perder a pessoa que mais apoio me deu nos últimos anos, nos piores momentos ela estava lá, ela entendia os maus momentos e abraçava-me.
Não foi fácil descobrir que tinha amiga à beira da morte, não foi fácil mentalizar-me de que leucemia mata apesar da cura, não foi fácil imprimir o horário dos autocarros para Lisboa e usá-lo todas as semanas durante um mês, não foi fácil dar a notícia perante toda a turma, e foi ainda mais difícil estar com ela e fingir que estava tudo bem. Não foi fácil, aliás, foi bastante difícil. Foi provavelmente o momento mais difícil de toda a minha vida.
Mas talvez tudo tenha valido a pena. Valeu a pena persistir, valeu a pena acreditar, valeu a pena pedir ajuda... mas custou, e muito, mas talvez 2015 esteja a ser melhor do que o julguei ao princípio.
Margarida

terça-feira, 9 de junho de 2015

Sentimentos no Papel | Apaixonei-me


Admito. Aquilo que mais temia aconteceu. Apaixonei-me. Apaixonei-me pela pessoa certa. Por aquela que sei que vai lá estar sempre para me apoiar, que me faz rir, que sabe quando preciso de um abraço, que percebe num olhar o que ninguém entende com 1001 palavras.
Apaixonei-me e tenho medo. Apaixonei-me e não queria. Apaixonei-me sem querer. E peço desculpa. Desculpa porque mereces melhor. Desculpa porque sei que te vou magoar. Desculpa porque tenho medo.
Tenho medo de me magoar. Tenho medo de te magoar. Mas acima de tudo tenho medo do que possa estar a sentir. Tenho medo que seja passageiro. Tenho medo que esteja a fazer confusão. Tenho medo que depois tudo mude. Tenho medo.
Já é uma constante na minha vida: o medo, o receio, a insegurança. Mas é assim que eu sou. E tenho medo de que estejas só a brincar com os meus sentimentos. Que isto seja só mais uma partida do meu tímido coração. Tão envergonhado que por vezes me esqueço que ainda o tenho, tanto é o desuso...
Vamos correr, vamos comer um gelado, vamos fazer palhaçadas. Vou dar-te caneladas, vais dar-me empurrões. Vamos rir. Vais agarrar-me pelo pulso quando estiver a cair e depois vais gozar comigo. E rimos e vamos andando. E conversando. E apaixonando-nos...
Mas o teu amor está escondido, admitiste-me. Enterraste-o com falsas paixões. Magoei-te. Magoei-me. Fugi. E nunca soubeste o quanto eu gostava de ti, nem eu sabia! Descobri agora. Um ano depois. Talvez já demasiado tarde. Talvez não. Mas não quero saber. Não quero descobrir.
Porque enquanto não o admitir para ti, não o admitirei para mim mesma. E continuarei a viver aquele amor platónico que mantenho há dois anos com um amigo de longe. Com quem tudo é simples, com quem a segurança é uma certeza e a paixão uma ilusão...
E aqui deixo estas palavras, porque tu não as irás ler, a Teresa não as irá ler, a Dra Rita não as irá ler, e porque eu as precisava de escrever. Precisava de as escrever para as poder ler. Para puder ter a certeza daquilo que sinto. E para ultrapassar isto e seguir em frente. Como sempre faço, como sempre fiz. Ignoro os meus sentimentos até que eles adormeçam, porque nunca mais os quis desde o dia em que me partiram o coração em pedaços tão pequenos que o vento os levou como poeira na sua leve brisa...
Margarida

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Sentimentos no Papel | Alice


Foi com tristeza que saí de casa com aquele horário na mala. Foi com tristeza que aquele autocarro apanhei. E foi ainda com mais tristeza que me consciencializei de que iria fazer aquela viagem mais vezes...
Saí do autocarro e entrei no IPO. Enquanto subi pelas escadas (para ganhar tempo) esculpi o melhor sorriso que pude na minha cara.
Entrei e falei com ela através da porta durante aproximadamente 1h... até que chegou mais gente e eu saí. Saí para dar a vez, e saí também porque não aguentava, pois apesar de forte, esgotam-se-me as energias... E estou de regresso a casa, completamente esgotada.
E é nestes momentos que me apercebo o quão eu preferia ter estado a fazer uma, duas, até três aulas de educação física (que detesto) que me cansaria menos.
Ninguém merece, mas há quem não mereça mesmo, e tu, Alice, não merecias mesmo.
Margarida

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Sentimentos no Papel | Viver a Minha Vida


E foi naquele momento, envolta de sentimentos, com a cara molhada e um nó na garganta que decidi que tinha de mudar a minha vida!
Não concordam? Respeitem!
Não querem? Aceitem!
Eu tenho que viver a minha vida. Não posso continuar a deixar que os outros a vivam por mim! Não têm esse direito. A vida é minha... lembram-se?
Margarida

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Sentimentos no Papel | Escrever


Abro uma página em branco.
Começo a escrever. Escrevo mais um pouco. E depois apago tudo.
Não tem sentido. Não tem alma.
"Tento mais tarde"
E depois desisto.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Sentimentos no Papel | Mudanças


Sempre ouvi dizer que mudar era bom, essencial, ao crescimento e desenvolvimento da mente. E sinceramente eu tenho notado. Tenho notado as diferenças. Tenho-me sentindo a mudar... Mas não gosto das mudanças. São mudanças más. Também há algumas boas, claro, mas são supérfulas, sem grande importância... As mais notáveis são negativas. Ao início pensei que talvez passassem, mas já passaram quase 3 anos desde que algumas delas se começaram a notar... o meu afastamento das pessoas, o afastamento das pessoas de mim, a minha arrogância, impulsividade, o cansaço que se entranhou, a indisposição a cada manhã, o sorriso raro, a gargalhada irónica, o sarcasmo na ponta da língua, aquela palavra amarga a quem me afronta, aquele desejo pelo proibido, estes pensamentos que me gritam, esta melodia constante que oiço ininterruptamente, e esta vontade de desistir... este impulso de sobrevivência que me vai impedindo de viver, de aproveitar. Esta escrita cada vez mais frequente e triste... esta preguiça, e este estado de "quero lá saber" para aquilo que é supostamente importante... Aquela força que me falta de cada vez que tento estudar, aquele encolher de ombros antes de entrar para o teste, aquele "Que seja o que Deus quiser" quando sei que vou falhar por preguiça, aquela indiferença em relação às coisas importantes... aqueles ralhetes que são ouvidos cada vez mais assiduamente... E este vazio que cresce e me consome como se de um buraco negro se tratasse... E esta tristeza que me preenche, e esta sensação de não saber o norte, de andar desorientada... ai... este tudo que já vai durando há 3 anos e que cada vez tenho mais dúvidas de que alguma vez vá mudar...
Margarida

quinta-feira, 5 de março de 2015

Sentimentos no Papel | Este vazio... esta Tristeza


O meu quarto nunca esteve tão frio, os meus pensamentos tão gritantes e esta vontade de fugir tão avassaladora. As lágrimas escorrem-me pelo rosto e apenas me posso culpar por este acontecimento. Fui irresponsável, imatura, tola, parva, e agi sem medir as consequências. Estou de castigo. E esta raiva não desaparece, e este vazio só aumenta.

Por vezes questiono a ciência. Há momentos em que duvido da existência de um coração no meu peito. Sinto-o bater, mas ainda assim duvido. Não sinto aquilo que toda a gente fala. Amor, paixão... Há muito que não os sinto e começo já a esquecer como é... Tento reviver os momentos com gente que finjo conhecer, mas não resulta. E a curiosidade e sede de vivências aumentam a cada dia que passa. A curiosidade pelo desconhecido.

E este vazio aumenta, e consome-me, alimenta-se destes medos e incertezas, e esta tristeza...
Margarida

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Sentimentos no Papel | Pisar o Risco


Dou por mim a pensar nalgumas das maiores loucuras que já fiz, a maior parte delas incluindo a parte de desobedecer/mentir/esconder dos pais, e dou por mim a refletir e tentar perceber como é que a minha mãe descobriu sempre tudo. Por vezes tinha planos tão bem montados, com todos os imprevistos que podiam acontecer, com planos A, B, C... Z. No entanto, acabava sempre por aparecer alguém que a minha mãe conhecia, ou a minha mãe passava de carro e via-me, ou acontecia-lhe a ela algum imprevisto e tinha de ir a casa (aonde era suposto eu estar), ou encontrava o professor da aula à qual eu faltei... bem, de uma maneira ou de outra ela descobre sempre... O mundo é pequeno, e como a mentira tem perna curta... Apenas por isso não cometi mais loucuras. Há constantemente aquele medo dentro de mim de que a minha mãe descubra, de que ela conte ao meu pai, de que toda a família saiba, de que eu seja uma desilusão... do que possam pensar de mim. Porque apesar de a vida ser minha, há sempre alguém a dizer, e a dar o seu parecer... ou nem seria a minha família, mas é a que eu tenho, e apesar de continuar a achar que devo ter sido trocada na maternidade (not really) sempre me amou.
Margarida

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Sentimentos no Papel | Dói...


É mesmo isso... por vezes tenho saudades de mim mesma. De quando nem me preocupava. Não estava triste e as coisas eram tão mais simples. Agora não entendo. Começo a chorar de ler um livro, e irrito-me tão facilmente. Que saudades de me sentir feliz só porque sim. Agora sinto-me triste só porque sim. Dói ver o quanto as coisas se inverteram. Dói ver o quanto eu mudei. Dói ver a desilusão nos olhos dos que me rodeiam. Dói sentir que desiludi todos. Mas acima de tudo, dói o facto de saber que eles preferem o velho eu, e eu o novo eu. Dói, mas é assim. A vida não é justa, e eu só me arrependo daquilo que não fiz, mas ainda há muito para fazer, e muito por fazer ficará.
Margarida

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Sentimentos no Papel | Escrever


Abrir o caderno e procurar uma página em branco. Algo já escasso nos tempos que correm. Que saudades de sentir esta saudade, esta sede, este fervilhar de ideias. As palavras a querer sair. A letra quase ilegível devido à rapidez do pensamento. Hoje este sentimento nasce de novo em mim. É do silêncio, da melancolia, e da confusão que sinto na minha cabeça. As ideias gritam dentro de mim. Deixo-me levar e acabo por parar quando noto que cheguei ao fim da página. O lápis voara por entre os meus dedos. O papel rolara e eu nem dera por isso. Releio. Viro a página. Continuo. O tempo passa e o toque soa. Estou atrasada. Fecho o caderno e desperto para a realidade. Estou atrasada. Atrasada para quê? Não me lembro. Volto a sentar-me e torno a escrever. As horas passam e a noite cai. São horas de voltar para casa. Agora já com as ideias no lugar: o papel. Mais leve, mais descontraída, mais aliviada. Lembro-me. Estava atrasada para a vida. Penso. Ainda dormia no meu acolhedor recanto. Recordo o que me era sussurrado. "Acorda". Já é um hábito ignorar. E foi naquele momento que percebi o quão apaixonada estou...
Margarida